As vencedoras irão dividir de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,7 milhões).
Segundo a Thorbjoern Jagland que é presidente do comitê do Nobel as vencedoras ganharam o nobel por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz.
"A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar", disse o presidente do comitê.
"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtêm as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade", disse Jagland.
Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005.
Economista e mãe de quatro filhos. "Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres", disse Jaglan, ao justificar a premiação.
Greve de sexo
Sua compatriota Leymah Gbowee teve um papel importante como ativista durante a segunda guerra civil liberiana, em 2003.
Ela mobilizou as mulheres no país pelo fim da guerra, organizando inclusive uma greve de sexo em 2002.
Também organizou as mulheres acima de suas divisões étnicas e tribais no país, ajudando a garantir direitos políticos para elas.
Primavera Árabe
A Tawakkul Karman, ativista iemenita dos pró-direitos das mulheres, tem importante participação na chamada Primavera Árabe , movimento pró-abertura democrática que vem sacudindo politicamente vários países do mundo árabe desde o início do ano.
Em entrevista à TV Al Jazeera, ela disse que o prêmio é de fato uma vitória para todas os ativistas iemenitas, mas que a luta pelos direitos continuam no país.
"Nas mais difíceis circunstâncias, tanto antes como depois da Primavera Árabe,Tawakkul Karman teve um papel importante na luta pelos direitos das mulheres, pela democracia e pela paz no Iêmen", segundo o comitê.
texto adaptado do: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/tres-mulheres-dividem-o-premio-nobel-da-paz-de-2011.html

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